Muito sangue derramado na segunda aventura de Soma Cruz
Confesso que a empresa deu uma disfarçada nessa reciclagem. Ao ligar o portátil, você se depara com uma animação que mostra o velho protagonista Soma Cruz, com traços que parecem ter sido tirados de um anime, lutando contra novas bestas romenas. Para quem está acostumado aos sprites renascentistas e andrógenos dos games anteriores, é um baque. Mas o susto é breve, pois a história é mera continuação de Aria of Sorrow.
Quem sente saudades do sistema de souls de Aria pode comemorar - elas voltam, e melhores! Ao contrárias das dezenas de almas descartáveis do game de GBA, as novas souls foram tratadas com carinho pelos programadores. Resultado: uma eterna dúvida entre qual é a melhor em cada momento. Os apertões no start só não se tornam freqüentes pois agora é possível revezar entre dois conjuntos de armas e almas apertando apenas um botão.
Outro ponto positivo é a curva de dificuldade do game. Quem é fã da série sabe como, desde Symphony of the Night, a aventura começa difícil, com um protagonista desprotegido, e se torna cada vez mais fácil, à medida que o caçador de vampiros adquire armas e habilidades apelonas. Os monstros de Aria of Sorrow foram feitos para segurar com maestria os combos fuderosos de Soma Cruz. Se bobear, você ganha game over.
A música está acima da média. A trilha sonora das duas primeiras áreas é muito boa, e as restantes não decepcionam. Os efeitos sonoros dos inimigos morrendo em Castlevania são patrimônio da humanidade desde sempre.
Enfim, Aria of Sorrow é uma inspirada seqüência da série vampiresca. Vale a pena.
Um comentário:
Ao Francisco Machado, confira em nossa página a tradução em Português do Castlevania Dawn of Sorrow de Nintendo DS! ;)
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