Rawest Forest

Forest Maze remixada.
A maior pérola feita durante a curta parceria entre Nintendo e Square chama-se Super Mario RPG, game que gerou dezenas de sucessores oficiais. Nenhum deles legítimo, porque só quem bombardeou Smith com lazy shells sabe que Paper Mario é coisa de baitola.

Para homenagear a saga de 1996, o brasileiro Raphaelrs55 fez um remix da música Forest Maze, que nem de longe é a preferida dos fãs, mas acabou ficando ótema com essa batida diferente, imagens estilosas e diálogos afinados. Com vocês, Rawest Forest legendada.


Exiting the forest is super simple:
All you do is follow these path turns
For the rest of your gaming life.

A Era do Video Game

Discovery exibe excelente documentário.
Nesta quinta-feira tive de analisar para a disciplina de Telejornalismo II um documentário. Podia ser qualquer um, sem problema. Enquanto a galera pagava um pau pros manjados Michael Moore e José Padilha, eu peguei emprestado de um amigo A Era do Video Game, do Discovery Channel.

É uma produção bem batuta, que conta como os videogames transformaram-se de uma brincadeira nerd dos engenheiros do MIT para a indústria de entretenimento mais lucrativa do planeta. O documentário conta com a face a voz de feras como Shigeru Miyamoto (criador de Mario e Zelda), Will Wright (criador de Sim City e The Sims) e Alexey Pajitnov (criador de Tetris).

Infelizmente não encontrei um link para que vocês baixem que não estivesse expirado, então resta-me passar um link do YouTube com o início do primeiro capítulo. Quem gostar que procure e cate a versão completa e de qualidade.



Quem gostou também pode jogar um game em flash no site do Discovery relacionado ao documentário. A jogabilidade é truncada e os gráficos são simples, mas quem é fascinado pela história da décima arte, como eu, nem vai se importar.

Cima, Cima, Baixo, Baixo, Esquerda, Direita, Esquerda, Direita, B, A

O onipresente Konami Code.

O código Konami é o cheat mais famoso de todos os tempos. Usado desde 1985, já marcou presença em mais de cinqüenta games, do Nintendinho ao Playstation 3. Em International Superstar Soccer Deluxe, habilita os supertimes. No lendário Contra, gera trinta vidas extras. Em Silent Hill 3, roda uma cena secreta.

O código faz parte da cultura pop dos anos 90. Além de ter sido copiado por outras empresas (Activision usa em Tony Hawk's Pro Skater 3, Nintendo usa na série WarioWare), acabou dando origem até a camisetas.


Nota - em alguns games o Konami Code ganha "extensões".

Enfim: parece que o pessoal do Google também curte os games da Konami, então fez uma referência a ele no Google Reader. Experimente digitar o código por lá.

Dica do Joel, do Refúgio de um Foragido.

vNES

Nintendinho no navegador.
Apesar de muito provavelmente não ter sido exatamente o primeiro game que entrei em contato, minhas memórias não conseguem extrair algo anterior à jogatina de Super Mario All-Stars (1993), na casa do meu tio Orlando. Eu achava fantástico haver quatro aventuras bem diferentes reunidas num único cartucho. Que generosidade da Big N produzir tanto conteúdo para vender de uma vez só.


Pois é. A geração SNES só não é mais tola que a geração "Playstation Sephiroth". Mal eu sabia que reduzindo os 16 bits do Super Nintendo Entertainment System e retirando a primeira palavra da sigla desdobrada, resultaria no console que salvou a indústria. Uma pena que essa jóia tenha morrido enquanto eu freqüentava o maternal.

Parte da minha ingratidão foi compensada hoje. Encontrei um novo emulador, o vNes. "Ok", vocês podem pensar. "Já existe uma porrada de emuladores disponíveis". A diferença é que esse nem precisa instalar. Basta um navegador compatível com Java para a diversão começar.

O projeto vNes é bem recente, de 2006. A vantagem é que ele continua sendo atualizado. Ah, e é claro - a capacidade de rodar os games pelo browser permite dar uma brincadinha marota no trabalho, mesmo quando a TI da empresa bloqueia a instalação de programas. Só tome cuidado para não ser pego.

Para jogar, os botões estão listados aqui. Não dá de salvar, mas lembrem-se que a maioria dos jogos originais também não dava... Ou gerava passwords. Alguém se lembra deles?

Screenshots abaixo pros veteranos nostálgicos e novatos saudosistas.

Super Mario Bros 3 (1988)

Castlevania (1986)

Pac-Man (1987)

Sony com cinco jogos no NES? Pois é...

Mario é mais Famoso que Michael Jordan

Os dois principais mascotes do mundo
Pesquisa da DBI (Davie Brown Celebrity Index), índice que mede popularidade por meio de pesquisas diretas com o consumidor, aponta que os personagens de videogame Mario e Pacman são mais famosos entre os norte-americanos do que celebridades como Matt Damon. *****
A pesquisa também relata que Mario é mais conhecido que Matt Damon e Ben Affleck.

Nenhuma novidade. Quem está atento aos milhões de pesquisas que os americanos fazem por ano sabe que o Mario é tão popular quanto o Mickey. Isso lança a seguinte pergunta: qual dos dois é o melhor personagem para fazer campanhas comerciais?


Imaginem o o tamanho do processo duplo que o chinês é capaz de tomar.

Secret of Mana

O despertar da fábula
É lugar-comum dizer que Chrono Trigger revolucionou o gênero RPG. Combos, world maps múltiplos, finais a dar e vender. Concordo com tudo isto. Mas essa constatação chega a ser overrated em alguns aspectos. Por exemplo, Chrono Trigger não foi o primeiro RPG a permitir batalhas sem precisar de uma tela específica.


Secret of Mana, da mesma Square, e lançado dois anos antes (1993), já fazia isso com, no mínimo, igual competência. Aliás, esse é o aspecto que mais chama a atenção durante o jogo. Quem tem medo de emular RPGs de SNES por culpa daquelas chatérrimas batalhas aleatórias pode baixar SoM sem pensar duas vezes. As pelejas em tempo real contam com uma jogabilidade fantástica e torna-se até divertido perambular de um canto a outro dizimando os monstros, especialmente se um amigo poder ajudá-lo (sim, é um raro RPG multiplayer!).


A história é tão simples que parece obra dos irmãos Grimm. Um garoto (sem nome. Eu chamo de Locke) encontra uma espada mágica no meio da floresta. Ao pegá-la, revive monstros adormecidos from h33l em sua cidade. Expatriado, precisa extingüir o mal que cometeu encontrando oito relíquias espalhadas pelo mundo que lhe darão poderes magicows. Mas é claro que também há gente maligna atrás das tais relíquias... Esta história inaugurou a franquia Mana, que infelizmente não é tão conhecida por aqui quanto Final Fantasy ou Breath of Fire.

Visão de cima, batalhas em tempo real e gráficos bem coloridos lembram Zelda. Mas ao contrário dos games da saga de Link, Secret of Mana está mais para um RPG tradicional do que para um RPG de ação. Prepare-se para encontrar pontos de experiência, oito tipos de armas e muitos NPCs.
A trilha sonora não chega a ser memorável como ocorre com os dois bichos papões da Square no SNES (CT e FFVI), mas em nenhum momento chega a incomodar. Aliás, Color of the Summer Sky é superb.


Um aspecto diferenciado de Secret of Mana é ser um game difícil. Ao contrário dos colegas de Square, em que o enredo corre fácil após conseguir algumas magias medianas de cura e ataque, SoM mantém a dificuldade durante o desenrolar do jogo. Nada de magias apelativas ou técnicas mirabolantes. Jogue Secret of Mana com sagacidade... ou morra.

Gráficos - ****
Som - ***
Jogabilidade - *****

Nota Final - ****

Jogue!