Sonic Spinball

Dê um giro no vertiginoso subterrâneo da fortaleza de Robotnik.

Todo mundo estava letárgico com a velocidade de Sonic quando a Sega resolveu tirar seu mascote das vastas planícias de Green Hill Zone para colocá-lo em Sonic Spinball (1993). A quem não compreendeu o trocadilho, saiba que spin em inglês significa "rodar" (além de lembrar espinho, ou spine). E é justamente em uma bola espinhosa que Sonic se transforma durante sua mais exótica aventura, enquanto pula de flipper em flipper no único game de pinball da carreira do ouriço.

História

O enredo é maluco, como todo raro game de pinball com personagens consagrados exige: Dr. Robotnik aproveita a energia gerado pelo magma de um vulcão, onde constrói uma base mecânica. Com a ajuda da energia, o vilão ganha o poder de transformar dóceis animais em escravos-robôs.

É claro que Sonic não deixaria por menos. Acompanhado da raposa-mirim Tails, o protagonista investe um ataque aéreo à fortaleza, mas é atingido por um raio disparado pelo vilão. Sonic cai na água e pára nos subterrâneos da base, onde localizam-se as Chaos Emeralds que tornam o vulcão estável. Hora de coletá-las? Ainda não. Robotnik, consciente do risco, construiu o Pinball Defense System. E adivinhe? Durante o game, o mascote quica, bate e rebate nas armadilhas projetadas pelo antagonista em busca das esmeraldas.

Gameplay

Se você é fã dos saudosos pinballs de shopping, entenderá rapidamente as regras de Sonic Spinball. A mais importante delas é - óbvio - não deixar a bola (Sonic) cair. De resto, o design das fases é caprichado o suficiente para  entreter durante algumas horas. Existem muitas alavancas, dispositivos, plataformas e até monstros para interagir.

A Sega conseguiu de maneira interessante adicionar elementos de exploração a um gênero em que isso parecia impossível. Para avançar à próxima fase, Sonic precisa conhecer vários cantos da "máquina de pinball". É preciso frisar, no entanto, que essa exploração torna-se meio cansativa após alguns estágios. Talvez teria sido melhor dinamizar o jogo, tornando-o mais palatável para quem quer se divertir controlando mais os flippers e menos o Sonic.

Aliás, esse é o principal defeito do jogo, a meu ver. A principal série da Sega é conhecida pelo seu caráter despretensioso. Na trilogia original, a maioria das fases pode ser superada apenas segurando para a direita e pressionando o botão de pulo. Sonic Spinball é complexo e - pecado dos pecados - lento demais para um título da franquia. Há clara descaraterização, e não fossem os anéis e robôs espalhados pelo cenário, o jogo poderia ter como nome "Magic Pinball" ou "Cool Pinball". Faria pouca diferença.

Ambiente

Assim que o game começa, uma versão metalizada do tema de Sonic é tocada. Bacana. Mas as referências param por aí: a maior parte das músicas é original. Felizmente elas são de boa qualidade, assim como os efeitos sonoros, bastante diversificados.

Os gráficos são bonitos, e só. Não chegam a dar aquela sensação de "omg, que maravilha da mecatrônica" que vivenciamos ao apostar fichas nas máquinas reais. Sobram efeitos sonoros, mas falta todo aquele neon e luz que acostumou mal os ratos de fliperama. Na verdade, Sonic Spinball é um game desnecessariamente sombrio (ainda que se passe sob a terra).

Conclusão

Se existe uma ovelha negra nos títulos Sonic de Mega Drive, ela é Sonic Spinball. Não é exatamente um game ruim (ok, na verdade é), mas diferente: uma espécie de Super Mario Bros 2 (1986) da concorrência (um bom jogo, aliás). Quem joga tem a embaraçosa sensação de que a Sega usou o nome do ouriço para catapultar as vendas, sem se preocupar com uma ambientação mais caprichada.

A estratégia marqueteira deu errado: Sonic Spinball vendeu pouco e foi criticadíssimo. Afinal, é um fraco jogo de pinball mesclado com um fraco jogo de plataforma. Sequer deixou legado: não passa pela cabeça de ninguém uma sequência ou remake. Justo.

Top 5 - Músicas da Trilogia Super Mario Bros

Acompanhe as melhores músicas dos primeiros títulos da série.

Os primeiros games de plataforma do Mario para o saudoso Nintendinho (Super Mario Bros 1, 2 e 3) estão em qualquer fan-list dos mais queridos. Tudo se ajusta perfeitamente: jogabilidade, o visual do Reino dos Cogumelos e - é claro - as midis arranjadas por Koji Kondo. O ranking abaixo apresenta as cinco melhores canções que embalaram o encanador no primeiro console da Nintendo.

5° - Underwater (Super Mario Bros)

Super Mario Bros (1985) inaugurou a tradição de músicas calmas para as fases em que o encanador tem de nadar. E haja calma para suportar estágios onde é impossível atacar (exceto com a fire flower) e bloopers aproximam-se sorreiteiramente. 

4° - Overworld 2 (Super Mario Bros 3)

Dos três games, Super Mario Bros 3 (1988) é o que conta com a mais fraca das músicas de primeiro estágio. Felizmente o jogo onde os filhos de Bowser estrearam tem uma ótima segunda canção para estágios abertos, em particular aqueles com muitas plataformas e precipícios. Havia quem ficava aflito só de escutar essa música ao entrar em uma nova fase.

3° - Overworld (Super Mario Bros)

O que dizer da VGMusic mais conhecida de todos os tempos? Campeão de remixes e paródias no YouTube, o "tema do Mario" é o trabalho mais feliz do compositor Koji Kondo, sendo que estou definindo felicidade como "produzir algo reconhecível até pela minha mãe". A música embala várias fases do primeiro game da trilogia e foi aproveitada de alguma forma em quase todos os títulos do italiano.

2° - Hammer Bros Battle (Super Mario Bros 3)

Os hammer bros estão entre os inimigos mais chatos de toda a série. Ao menos essa música anima as fases tensas em que é necessário derrotar um (ou vários) para conseguir um item especial variável. Em Super Mario Bros 3 a variedade de "espécies" de hammer bros é notável: há os gordões, os que atiram bumerangues, bolas de fogo e é claro - os clássicos que atiram martelos. Todos chatíssimos, mas embalados por essa música.

1° - Ending (Super Mario Bros 2)

O tema final de Super Mario Bros 2 (1986) é provavelmente a menos conhecida e aclamada música do quinteto. Nada surpreendente, visto que acompanha um game underated, detonado por pouquíssimos aficionados. Se ela foi composta originalmente para Super Mario Bros 2 ou Doki Doki Panic eu não sei, mas ela é certamente a melhor música de um dos mais bizarros games do Mario.

Mario in Home

Personalize sua página inicial com personagens de games.

Quem aqui usa o iGoogle? Para os não sabem, o iGoogle é uma espécie de agregador de gadgets, como cliente de e-mail e leitor de feeds, o que resulta em uma bela opção de home page.

A novidade é que o Google lançou novos temas para o serviço baseados em games, da mesma forma que há algum meses foram lançados temas desenhados por artistas famosos.

O recurso está disponível desde ontem. Séries tradicionais como Mario (1981), Mega Man (1987), Tomb Raider (1996) e The Sims (2000) marcam presença. Franquias recentes como Guitar Hero (2005) e Spore (2008) também estão lá.

Clique aqui para conferir a novidade. Só falta a gigante de Mountain View adicionar o mesmo recurso ao Gmail. Enquanto isso não acontece, confira abaixo alguns dos novos temas.

Feedeu?

Saiba como receber os feeds do Décima Arte.

Venho recebendo reclamações de que o feed do blog não está mais funcionando. Na verdade, a bagaça continua ativa, mas o endereço já não é o mesmo. Portanto, peço aos leitores insatisfeitos que cancelem o feed anterior e adicionem o novo - basta clicar no famoso ícone alaranjado à direita da página.

Não sabe o que é feed? Tome vergonha na sua cara e leia esse artigo. Eles vão facilitar um bocado a sua vida. Aliás, recomendo ferozmente o Google Reader.

EDIT - Consertei o feed à direita da página, que era diferente do feed da barra de navegação. Valeu, Mig!

VGMaps

Explore seu game favorito por um ângulo panorâmico.

Cansado de se perder em Hyrule? Não sabe mais onde fica aquela sala secreta no Castlevania (1986)? Ou simplesmente tem curiosidade em conhecer a cartografia dos mais diferentes universos virtuais? O VGMaps está aí para isso. Tá certo que basta uma pesquisada básica no Gamefaqs para encontrar o mapa de um game. O diferencial do VGMaps é que os mapas são construídos a partir de screenshots. O resultado é uma espécie de quebra-cabeça em escala real.

Não entendeu? Observem um mapa comum da Hyrule de The Legend of Zelda: A Link to the Past (1991).
Agora confiram o mesmo mapa, produzido pelos malucos do VGMaps, em estonteantes 4096px x 4096px e utilizando screenshots como matéria-prima. Clique na imagem para ver cada árvore, cada moita do Light World.
O VGMaps, espécie de Google Maps dos games, recebe contribuições de gaméfilos pacientes desde 2002. São dezenas de consoles, centenas de games cartografados. Logo abaixo, mais algumas pérolas encontradas após breve pesquisa.

Pinball Zone, estágio de Wario Land 4 (2001).
Abaixo, o Estágio 11 de Alex Kidd in Miracle World (1986).
Mapa de Chrono Trigger (1995) no tempo presente (1000AD).
Fase do Sword Man em Megaman 8 (1996).
Ufa. Devo ter batido meu recorde pessoal de bytes de imagens em uma só página.

Super Effective

Acompanhe a aventura de Red por Kanto.

O VG Cats joga o link um pouco para escanteio, mas quem tem boa visão periférica consegue encontrar a webcomic Super Effective. Já são 25 quadrinhos, rabiscados em preto-e-branco desde abril do ano passado.

Do mesmo criador da série com os famosos gatos, Super Effective é uma HQ voltada a quem joga ou jogou Pokémon (1996), especialmente a primeira geração de games da franquia, quando Ash sequer sabia o que era um Togepi.

A história dos quadrinhos segue a mesma narrativa do game. A seguir é possível ver alguns exemplos. Vale a pena conferir.